quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Efeitos agudos do álcool





O álcool, na nossa sociedade atual, está ligado ao lazer e à sociabilidade. O efeito relaxante das doses iniciais, junto com a euforia do momento são os grandes atrativos para seu consumo. Ao ingerirmos o álcool, ele passa pelo estômago onde uma parte é absorvida e depois segue para o duodeno no qual ocorre a maior absorção.
Em instantes, o álcool chega a corrente sanguínea o qual através do sistema porta é levado para o fígado. O fígado é o órgão do corpo humano responsável pela desintoxicação do sangue, logo quando o álcool chega nele, é parcialmente metabolizado, ou seja, é convertido para acetaldeído. O acetaldeído só será totalmente metabolizado depois de passar novamente pelo fígado.
Desta forma, o acetaldeído sai do fígado e volta à circulação sanguínea onde juntamente com a parte do etanol que ainda não foi metabolizada se espalha pelo corpo e atinge vários órgão, em especial o cérebro. Esses compostos agem em vários químicos cerebrais.  A primeira ação é sobre o sistema GABA.
O sistema GABA é parte dos neurotransmissores inibitórios do SNC, responsáveis por deflagrarem uma corrente de saída seletiva, isto é, eles podem abrir os canais de K+ ou de Cl- para induzir a saída do íon potássio do meio intracelular ou a entrada do ânion cloreto para o interior da célula, respectivamente. Estes movimentos resultam na hiperpolarização da membrana e diminuição da resistência da membrana. Existem dois tipos de receptores desses neurotransmissores: o GABA-alfa e o GABA-beta, dos quais, somente o GABA-alfa é estimulado pelo álcool.
Contudo, quando o álcool estimula os receptores GABA-alfa tem-se como resultado um efeito ainda mais inibitório no cérebro, levando ao relaxamento e sedação do organismo. E partes do cérebro responsáveis pelo movimento, memória, julgamento e respiração são afetados. Além disso, no início da ingestão do álcool, os neurônios dopaminérgicos também são atingidos, levando a desinibição, excitação, euforia.




A ingestão de quantidade maiores que 0,4g/L (iniciais), o organismo passa apresentar uma maior dificuldade em metabolizar tudo, pois esse processo é lento. Logo, o reflexo passa a diminuir, trazendo desatenção, desconcentração. Como defesa do organismo, a pessoa passa a sentir sono, e pode ocorrer eventualmente desmaios. Outra consequência é o Black out ou apagamento, pois outras regiões do cérebro passam a ser atingidas. Por exemplo, o glutamato que é um neurotransmissor estimulador do SNC e exerce papel crítico na memória e cognição. Assim, como o álcool altera as sinapses do glutamato no cérebro, a atividade deste é diminuída.
                Veja a tabela a seguir sobre os efeitos do álcool da Secretaria Municipal de Trânsito e Médicos:







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Referências


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